
Luc levantou-se, com o cabelo em desalinho lhe caindo sobre os olhos, apenas entreabertos pelo recente despertar. Na penumbra, pode me encontrar trabalhando em meu torno. A música suave embalava meus movimentos hábeis em moldar a argila, e concentrada, não percebi sua chegada sorrateira. Aos poucos ele foi saindo de seu torpor, e aproximou-se por trás, perguntando por que eu não conseguia dormir, enquanto arrastava um banquinho e aconchegava-se, ajustando-se às minhas costas como se montasse em uma sela. Virei-me e o beijei levemente:
Nossos olhares diziam as mais lindas poesias de amor... A cumplicidade do toque, a doce dança dos corpos, a mistura de hálitos... amor incondicional, carinhos sensuais. A força que nos unia era transcendental, e transparecia em cada ato... no deslizar suave das minhas mãos pelos músculos retesados, enquanto ele me acariciava e me desnudava, puxando-me para si. Eu me deleitava com aquele corpo delicioso, e desci meus dedos ágeis para lhe abrir o jeans, liberando Luc em todo o seu imenso prazer...
Prazer sentido e dividido, deliciado e trocado em olhares e toques... Almas gêmeas que se encontram entre tantas outras, e desfrutam a felicidade de se fundirem, tornando-se única.
Cristina e Márcia
ps.: Se quiserem vivenciar o conto, deem uma espiadinha no vídeo ao lado... Foi impossível resistir!!!!